segunda-feira, 29 de agosto de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Sobre modéstia e humildade
*Excelente texto, faz um bom tempo que venho estudando a diferença entre a modéstia e a humildade e achei esta pérola que divido com todos. Vale muito a pena ler.
Outro dia, em uma conversa profissional, um experiente executivo me falou que humildade era fundamental para o sucesso, mas que modéstia era o oposto: puxa tudo para baixo, a pessoa, a empresa, quem estiver do lado.
Na hora, achei estranho colocar termos aparentemente tão próximos em espectros tão opostos. De fato, há uma similaridade semântica entre ambas as expressões. Os dicionários refletem essa situação, muitas vezes colocando uma como sinônimo da outra.
Refletindo melhor e indo atrás de outros significados, concluí que ele tinha razão. Modéstia (não vou abordar a falsa modéstia, que nada mais é do que pura hipocrisia) significa falta de vaidade, relutância de se gabar da habilidade e daquilo que se conquista. Indo adiante, significa falta de ambição, auto-imposição de limites, acanhamento, apequenamento.
Não são características que favorecem o crescimento e o sucesso, seja lá qual for a sua definição de sucesso. Por essa análise, sujeito modesto é aquele que pensa pequeno, que quer pouco e que não demonstra aquilo que é, ou que pode ser. Uma frase que gosto e que procuro, dentro dos limites, aplicar, é que “não basta ser, é preciso parecer ser”. O modesto pode até ser, mas não parece.
Humildade é diferente. Humildade é reconhecer que o sucesso de ontem não garante o sucesso de amanhã. Que ninguém chega lá sozinho. Que ninguém é tão bom que não possa cair. Que ninguém sabe tudo que não possa aprender mais. Que o “chegar lá” é resultado de procurar a superação a cada dia que levantamos e vamos à luta, e não a colheita eterna de glórias passadas ou de simples retórica.
Humildade é antônimo de arrogância, prepotência. Ingredientes fatais, que uma hora ou outra cobrarão o seu preço para aqueles que acham que são invencíveis, superiores, completamente autônomos e auto-suficientes. Humildade é aquilo que nos mantém com os pés no chão, no trilho, com a noção da realidade bem presente, não importa o que já foi conquistado.
Humildade, portanto, não tem nada a ver com modéstia. Temos a tendência de valorizar a modéstia talvez pela dificuldade de aceitar o sucesso, tido como algo negativo. Lucro vem de logro, que pode significar “enganar”. Um significado negativo para o lucro, que pressupõe que, para se lucrar, alguém está perdendo. Profit, do inglês, vem de pro-fit, ou seja, aquilo que cabe, aquilo que é justo.
Isso tem um simbolismo interessante ao se analisar como as culturas latina e anglo-saxã encaram o lucro, o enriquecimento e o sucesso. Talvez, indo mais longe, como encaram a modéstia. Não sei se consegui ser claro e passar a mensagem. Modéstia anda lado a lado com auto-desvalorização, com baixas expectativas.
Não há problema em reconhecer suas conquistas, suas habilidades e competências. Pelo contrário: você deve fazê-lo para se respeitar e para que os outros também te respeitem, para mostrar ao que veio. Mas seja humilde: tudo isso pouco valerá se você achar que se basta, que é um prodígio e que o mundo se curvará diante de você.
Pensando nesses dois termos tão parecidos e tão distantes, me vem à cabeça o Pelé. Pelé nunca me pareceu modesto; fala dele na terceira pessoa, sempre soube que era bom, melhor do que os demais, sempre teve altas expectativas. Mas sempre foi humilde para treinar mais do que os outros, para saber que essa vantagem se anularia se, ao entrar em campo, não fizesse aquilo que se esperava dele (inclusive aquilo que ele esperava dele).
Nunca achou que sua pré-condição seria suficiente para garantir seu sucesso. Por isso, foi Pelé: nada modesto na vida, mas extremamente humilde dentro das quatro linhas.
Publicado por: Marcelo P. Carvalho 09 de Junho de 2009
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Silêncio
Foto: Lisa Kristine - Nepal
O silêncio é uma prece, o silêncio é uma incógnita, o silêncio diz muito, sim o silêncio fala, fala tanto que esquece seu nome SILÊNCIO, o silêncio interno e externo introduz idéias de diferentes maneiras, sejam elas introspectivas ou prospectivas.
Quando se lê um livro ou qualquer parágrafo alheio automaticamente se inicia uma conversa com o silêncio, é uma troca de informação constante e adversa dependendo da situação. Neste momento leitura/observação eis que surge a reflexão, pois bem, ela é prima do silêncio, são da mesma família, tem o mesmo sangue e fazem jus à sua raiz. Assim sendo, muitos motivos/atenção geram o silêncio e cada pessoa sabe quais são.
Já dizia o velho e bom ditado:
“Um olhar diz tudo”
Um olhar sem citar palavras é o irmão do silêncio, pois é nele que se aposta todas as fichas, a palavra não quer sair para preservar o silêncio, é de se tentar entender, não? E neste momento o olhar resume em segundos um longo argumento, ainda mais quando se é cobrado uma explicação que não é dita, apenas sentida. O sentimento que se expressa em um olhar silencioso é tão forte quanto fraco, pelo simples fato de que o lado oposto se importa com isso.
Lendo, escutando, observando, silenciando e olhando será possível quebrar a barreira do silêncio, porque até determinado momento ele está quieto no seu canto, mas quando é tocado com vara curta solta-lhe o verbo sem dó nem piedade progressivamente e constantemente.
Enfim, descobrir os motivos do silêncio interno já é uma grande iniciativa, pois motivos sempre haverá, basta saber lidar com eles.
Rafael Wenzel Carvalho - 18/08/2011
Zibia Gasparetto via Twitter @zibiagasparetto
- Jogue fora o negativo e vá em frente.
- Sempre que precisar, peça orientação. Vá a um lugar calmo, no qual se sinta bem, sinta Deus em seu coração.
- Se você não se adaptou nos lugares que foi, é porque é a hora de se ligar diretamente com a espirituualidade.
- Faça sua oração, peça a Deus que mostre o que você precisa ver.
- A mediunidade é uma ferramenta a mais para te ajudar a conhecer a espiritualidade. Ela abre caminhos para seu espírito crescer.
- A leitura é sempre muito boa, abre nossa cabeça.
- A meditação é uma ferramenta muito boa para você se reequilibrar.
- Cultive a beleza interior e seja verdadeira, que a sua luz aparecerá.
- A beleza faz parte de nosso espírito. A pessoa que é bonita, é por inteiro, tem a cabeça boa, uma luz interior.
- A meditação acalma nossa inquietação, relaxa e abre as portas da nossa consciência, espiritualidade.
- A intenção precisa de atenção. Não faça tudo por impulso. Abra sua mente, sinta os vários lados das coisas.
- A gente ainda tem muito a aprender. Temos mania de rotular as pessoas.
- A medida que você aprende como balancear sua maneira de olhar, vai ter condições de analisar a situação.
- As coisas tem vários lados, mas estamos acostumados a olhar apenas um.
- Você que tem que mostrar o seu limite, se posicionar, mostrar o que pode ou não.
- As pessoas costumam abusar daqueles que não sabem dizer "não". Você tem que mostrar para as pessoas o seu limite.
- O não é só um não. Sinta no seu coração se é hora de dizer sim ou não.
- Cada pessoa é de um jeito. Mas como você interpreta o que ela fala, é problema seu.
- É um aprendizado longo, é preciso estudar, se esforçar.
- Temos que aprender a lidar com todo o tipo de energia que nos rodeia. Depende da nossa sintonia.
- Nós estamos aqui para vencer.
- Não tenha medo de enfrentar os desafios. Eles são necessários, levam para o progresso e mostram como você é forte.
- Use sua fé, peça inspiração divina. Isso nunca falha.
- Sem ousadia, sem você enfrentar o desafio, vai ficar parado no mesmo lugar.
- Mas às vezes, por não confiarmos em nós mesmos, damos muita força para a negatividade.
- Se o ego fosse usado para o lado positivo, seria ótimo, pois ele é a nossa defesa.
- Tudo acontece de acordo com o nível o qual nos encontramos no momento.
- O problema é que temos medo, falta de vontade. E o medo paralisa, a gente não acredita que pode.
- Ás vezes quando menos esperamos aparece um desafio. Mas a vida dá aquilo que a gente pode.
- A vida nos dá o desafio para não nos acomodarmos, para caminharmos.
- A viagem do autoconhecimento liberta e abre os caminhos do progresso.
- Se você não se adaptou nos lugares que foi, é porque é a hora de se ligar diretamente com a espirituualidade.
- Faça sua oração, peça a Deus que mostre o que você precisa ver.
- A mediunidade é uma ferramenta a mais para te ajudar a conhecer a espiritualidade. Ela abre caminhos para seu espírito crescer.
- A leitura é sempre muito boa, abre nossa cabeça.
- A meditação é uma ferramenta muito boa para você se reequilibrar.
- Cultive a beleza interior e seja verdadeira, que a sua luz aparecerá.
- A beleza faz parte de nosso espírito. A pessoa que é bonita, é por inteiro, tem a cabeça boa, uma luz interior.
- A meditação acalma nossa inquietação, relaxa e abre as portas da nossa consciência, espiritualidade.
- A intenção precisa de atenção. Não faça tudo por impulso. Abra sua mente, sinta os vários lados das coisas.
- A gente ainda tem muito a aprender. Temos mania de rotular as pessoas.
- A medida que você aprende como balancear sua maneira de olhar, vai ter condições de analisar a situação.
- As coisas tem vários lados, mas estamos acostumados a olhar apenas um.
- Você que tem que mostrar o seu limite, se posicionar, mostrar o que pode ou não.
- As pessoas costumam abusar daqueles que não sabem dizer "não". Você tem que mostrar para as pessoas o seu limite.
- O não é só um não. Sinta no seu coração se é hora de dizer sim ou não.
- Cada pessoa é de um jeito. Mas como você interpreta o que ela fala, é problema seu.
- É um aprendizado longo, é preciso estudar, se esforçar.
- Temos que aprender a lidar com todo o tipo de energia que nos rodeia. Depende da nossa sintonia.
- Nós estamos aqui para vencer.
- Não tenha medo de enfrentar os desafios. Eles são necessários, levam para o progresso e mostram como você é forte.
- Use sua fé, peça inspiração divina. Isso nunca falha.
- Sem ousadia, sem você enfrentar o desafio, vai ficar parado no mesmo lugar.
- Mas às vezes, por não confiarmos em nós mesmos, damos muita força para a negatividade.
- Se o ego fosse usado para o lado positivo, seria ótimo, pois ele é a nossa defesa.
- Tudo acontece de acordo com o nível o qual nos encontramos no momento.
- O problema é que temos medo, falta de vontade. E o medo paralisa, a gente não acredita que pode.
- Ás vezes quando menos esperamos aparece um desafio. Mas a vida dá aquilo que a gente pode.
- A vida nos dá o desafio para não nos acomodarmos, para caminharmos.
- A viagem do autoconhecimento liberta e abre os caminhos do progresso.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Superação
Percorrendo os trilhos da fisioterapia, pegamos sentidos que algumas vezes são modificados em cima do ponto de chegada. Classifico minha vida acadêmica como sendo de muitos obstáculos, grande e pequenos, todos no mesmo caminho, trilhando metas a serem cumpridas, e com perseverança de vencer alcançamos o ponto mais alto estipulado em nossos objetivos.
Deparo-me com um obstáculo grande hoje em dia, o obstáculo da vida. Devo pensar: “mas a vida é cheia de obstáculos”. Nestes tempos, vejo que tem pessoas que possuem obstáculos gigantes, para o prosseguimento da vida, e estes que talvez jamais sejam intransponíveis e que farão tombar no solo muitos sonhos e objetivos almejados.
Já ouvi falar muitas vezes que sempre tem pessoas com problemas maiores e que o problema que temos se dá muito pela importância que damos a este, pois bem, e os problemas que são grande? E quando aquele problema que eu não dou importância vai cerceando a minha vida? Acabando com ela pouco a pouco, causando dor e sofrimento a matéria do corpo humano e as pessoas queridas ao redor. Pois bem, eu falo da doença.
O mau de viver uma doença que pode terminar a vida, dependendo da gravidade desta, encerrando a caminhada que se percorre em um lindo e belo bosque rodeado de perfume, luz e paz. Acredito que esta classificação de caminhada, se dá principalmente na infância, onde somos quase intocáveis pela proteção dos pais e do nosso corpo cheio de força e saúde. Pois bem, ter uma doença grave, terminal na infância é algo que não é fácil de aceitar, tolerar e muitas vezes vencer.
Convivendo em um ambiente de crianças adoecidas, algumas passageiras, outras terminais, me deparo com um aprendizado que nenhuma disciplina oferece nesta vida por mais dinheiro que se tenha para pagá-la, a disciplina da superação. Recebo todo dia uma aula de força de vontade de viver e de acreditar que o dia seguinte será melhor que o hoje, recebo todo dia uma aula de que eu posso vencer meus anseios e déficits para que possa levar mais conforto e auxilio por meio de técnicas que atuam sobre o corpo humano para sua reabilitação.
Esta evolução me traz a certeza de que não existe uma regra nesta vida, que devemos dar valor para as coisas simples e baratas, como um sorriso, um abraço, palavras de conforto, ombro amigo e muito mais amor. Durante as caminhadas na passarela da vida hoje em dia, analiso quanta coisa que é dado o valor de forma equivocada, quantas pessoas que dão valor em ter um bem capitalista e não dão um abraço no familiar. Pois bem, viajo no meu turbilhão de idéias e concluo que esta vida é uma superação, ainda mais para quem luta em ter a sua vida.
Com isso, gostaria de passar a uma mensagem clara e simples, dê valor a sua vida, a da pessoa ao seu lado, ajude o outro sem querer nada em troca, ignore as ofensas e retribua estas com amor, porque o maior exemplo de como se deve viver não existe, porque nesta vida não existe regras quando se faz o bem.
Aprendi na faculdade que devemos sempre ``linkar´´ um parágrafo ao outro, para que a leitura flua sutilmente, talvez esteja incutindo neste erro, mas falar de algo que me toca tanto, as vezes me bloqueia as regras e liberta apenas os sentimentos.
Um salve a todos!
Rodrigo Angellos 16/08/2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Parque da Ferrari mostra montanha-russa de 240 km/h
O parque temático da Ferrari, em Abu Dhabi, finalmente foi aberto ao público. Entre as 19 atrações do lugar está uma montanha-russa temática que simula a emoção de uma corrida de Fórmula 1. A Formula Rossa consegue acelerar de 0 a 100 km/h em 2 segundos e alcançar os 240 km/h. O vídeo abaixo mostra a inauguração do parque e antecipa as novidades dentro dele. O lugar é mais que uma atração só de Ferraris, e sim um parque para os apaixonados por carros.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Ponte Rio Guaíba – Texto de Augusto Nunes
Há uma semana, o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.
Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre, uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhão.
Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto númerico resumido no quadro abaixo:
Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.
Depois de ter ordenado o afastamento dos oficiais, aí incluído o coronel do DNIT, Dilma Rousseff parece decidida a preservar o general. “O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento”, avisou nesta segunda-feira uma nota da Presidência da República. “O ministro é o responsável pela coordenação do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”. Tradução: em vez de demitir o chefe mais que suspeito, Dilma encarregou-o de investigar os chefiados.
Corruptos existem em qualquer lugar. A diferença é que o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer em outros países uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento e seus parceiros saberiam que o castigo começa com a demissão e termina na cadeia.
Link: http://bit.ly/jKwLRw
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Escutatória
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar… Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que… Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor… Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração.. . E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos…
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios:
Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Vejam a semelhança… Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio… Abrindo vazios de silêncio… Expulsando todas as idéias estranhas. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto.
Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos. .. Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir… São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras… No lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio.
A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia… Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
Por Rubem Alves
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Eduardo Galeano • Sangue Latino
*Muita sabedoria este vídeo, vale a pena assistir pois nele contém sábias palavras e verdades desta vida que muitas vezes julgamos confusa.
Aqui e agora
Foto: Rafael Wenzel Carvalho - Imbé/RS 12/06/2011
A vida mostra e mostra muitas coisas, mostra tristezas, esperanças, alegrias e vitórias, juntando esses pequenos ou talvez grandes detalhes é que vemos a importância de muitos e muitos fatores resultantes de acontecimentos que nos envolvem na velha descoberta.
A descoberta e a perfeição é um paradigma há ser quebrado, isto porque às vezes paro pra pensar se tudo isso vai durar a vida toda ou até quando... Amizades, momentos, crenças e etc. O bom é que a verdadeira amizade quebra as barreiras do tempo e espaço, sendo ela tão realista e importante como deve ser.
Vamos aprimorando nossos dons e se machucando com os nossos erros, erros que queríamos tanto corrigir há todo custo junto ao dom trabalhado. A vida mostra isso e muito mais, mostra do que somo capazes juntos aos outros e a nós mesmos, vivemos em um certo mistério rotineiro, critérios de uma forma geral expansivo ou não, todos mostrados à uma prova final do que é possível resultar.
A vida nem sempre mostra, também podemos mostrar a ela do que somos capazes desde que os moldes e as artes sejam para a evolução da espécie e não apenas para o aprimoramento do ego e equilíbrio próprio.
Aqui e agora é o presente, é o tempo de mudar e corrigir os erros, é tempo de mostrar e ganhar, mas também é o tempo de ser consciente do que está ao nosso redor, não estou falando apenas do lado material, mas sim também do sentimental. É o que vamos levar para o resto da vida, esta vida que é a tão misteriosa, a vida após a morte.
É preciso encher nossas almas de LUZ e AMOR para sermos seres evoluídos do outro lado, este lado que é sincero e simples, justo e obediente conosco, aqui ainda é uma prova do que somos capazes de mostrar, o outro lado nos mostra esperança, mas só ganharemos ela lutando muito aqui e agora.
Rafael Wenzel Carvalho - 08/08/2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Raposa
Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias, o lenhador, que era viúvo, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada. Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança.
O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:
- Lenhador, abra os olhos!
- A raposa vai comer seu filho.
- Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa.
A raposinha morreu instantaneamente. Desesperado, entrou a correr no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranquilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta. O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.
Moral da estória:
Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar. Quantas amizades já foram desfeitas, lares destruídos, quantos mal entendidos, tudo por causa da influência e do julgamento de outras pessoas. Por isso, nunca tome decisões precipitadas, nada melhor do que o diálogo, ainda que você encontre a "raposa" com a boca cheia de sangue.
Todos os dias, o lenhador, que era viúvo, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada. Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança.
O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:
- Lenhador, abra os olhos!
- A raposa vai comer seu filho.
- Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa.
A raposinha morreu instantaneamente. Desesperado, entrou a correr no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranquilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta. O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.
Moral da estória:
Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar. Quantas amizades já foram desfeitas, lares destruídos, quantos mal entendidos, tudo por causa da influência e do julgamento de outras pessoas. Por isso, nunca tome decisões precipitadas, nada melhor do que o diálogo, ainda que você encontre a "raposa" com a boca cheia de sangue.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Tonho Crocco, a Gangue da Matriz e a volta da CENSURA
Eu não canso de me surpreender negativamente com esse país.
Em dezembro último 36 deputados votaram, “supreendentemente”, a favor de um aumento de 73% NOS PRÓPRIOS SALÁRIOS. Tonho não foi mais um brasileiro a se manter estático diante do absurdo: escreveu a excelente canção “Gangue da Matriz”, que pode ser conferida abaixo. Nele, cita os nomes dos deputados que utilizaram da função em benefício próprio.
De todos os absurdos com os quais me deparei na vida em quase 30 anos, seja como músico, jornalista ou cidadão, este é um dos maiores. Essa ação descabida é uma tentativa nítida de trazer de volta o que existia de mais cômodo na época da ditatura militar: a CENSURA.
Quem ler a letra perceberá que não existiu ofensa, não existiu agressão, existiu apenas a CITAÇÃO dos deputados que votaram a favor do aumento de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34.
Ofensa foi utilizar de um mandato para quase dobrar o PRÓPRIO salário.
Crime contra a HONRA é aprovar esse tipo de exagero enquanto o salário mínimo regional é de R$610,00.
A atitude do senhor Cherini pode ser perfeitamente legal, mas é, sem dúvida alguma, imoral. Tentar calar um artista desta forma é autoritário, é tirano, é rídiculo e é tacanha.
O Brasil não precisa disso. Mas, infelizmente, precisa conviver.
Uma vergonha.
O povo gaúcho sempre teve como característica muito forte a honra e a hombridade. Ainda há tempo para que seja demonstrada alguma sensatez e esta ação seja retirada.
Meu respeito e minha solidariedade a Tonho Crocco.
Por Marcel Bittencourt
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Respostas
- Quando podemos conversar?
Faço essa pergunta para uma colega de trabalho, pois nela credito palavras e sentimentos onde juntos conseguimos achar certas respostas para certos assuntos, mas tudo tem resposta?
Sinceramente?
Não!
Claro que não!
Isso é fácil de responder, polivalente é a pergunta sem resposta, aquela que intriga não obstante a sua grande amplitude questionável. Minha intuição às vezes se mostra perdida em certos fatos correspondentes do que muito vejo e observo vida a fora, seja no bom sentido ou...
A sociedade/pessoas fazem parte deste trilhão de perguntas sem respostas e estamos dentro de tudo e todos, bons são aqueles que pouco se importam com a tal resposta e simplesmente apostam na sorte, mal de quem aposta e erra. Somente tentando, apostanto é que saberemos.
Conversas, conselhos, textos, ditatos aumentam ainda mais a ansiedade na ênfase da questão, duas ou uma, 8 ou 80, sim ou não, quase nunca é o meio termo, porque o meio termo multiplica a dúvida/pergunta/questão, o que não adianta de nada, a verdade é que praticamente todas as respostas está dentro de nós e quando há acionamos é ligada automaticamente a atitude, esta que lhes falta muitas e muitas vezes, na verdade a atitude em sí só se torna a verdadeira culpada, será?
Tentar achar respostas escrevendo pode dar em um livro, deve ser por isso que existe tantos de auto-ajuda e etc... Mas é assim que andamos no caminho da vida, quebrando regras nas diversas questões que vão surgindo.
Rafael Wenzel Carvalho - 02/08/2011
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