Foto: Lisa Kristine - Nepal
O silêncio é uma prece, o silêncio é uma incógnita, o silêncio diz muito, sim o silêncio fala, fala tanto que esquece seu nome SILÊNCIO, o silêncio interno e externo introduz idéias de diferentes maneiras, sejam elas introspectivas ou prospectivas.
Quando se lê um livro ou qualquer parágrafo alheio automaticamente se inicia uma conversa com o silêncio, é uma troca de informação constante e adversa dependendo da situação. Neste momento leitura/observação eis que surge a reflexão, pois bem, ela é prima do silêncio, são da mesma família, tem o mesmo sangue e fazem jus à sua raiz. Assim sendo, muitos motivos/atenção geram o silêncio e cada pessoa sabe quais são.
Já dizia o velho e bom ditado:
“Um olhar diz tudo”
Um olhar sem citar palavras é o irmão do silêncio, pois é nele que se aposta todas as fichas, a palavra não quer sair para preservar o silêncio, é de se tentar entender, não? E neste momento o olhar resume em segundos um longo argumento, ainda mais quando se é cobrado uma explicação que não é dita, apenas sentida. O sentimento que se expressa em um olhar silencioso é tão forte quanto fraco, pelo simples fato de que o lado oposto se importa com isso.
Lendo, escutando, observando, silenciando e olhando será possível quebrar a barreira do silêncio, porque até determinado momento ele está quieto no seu canto, mas quando é tocado com vara curta solta-lhe o verbo sem dó nem piedade progressivamente e constantemente.
Enfim, descobrir os motivos do silêncio interno já é uma grande iniciativa, pois motivos sempre haverá, basta saber lidar com eles.
Rafael Wenzel Carvalho - 18/08/2011

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