segunda-feira, 31 de maio de 2010

A transformação das mulheres caras.

Como uma mulher se transforma em uma mulher cara?

Trata-se de uma transformação, acredite. As mulheres não nascem dentro de calças Diesel ou sorvendo Veuve Clicquot em taças de cristal checo. Uma mulher pode muito bem atravessar a existência indo a rodízio de pizzas no sábado à noite, pode muito bem contentar-se com xis-galinha, com tomar chuva de pé para assistir a um show de música, com esperar meia hora na fila para entrar em um bar.

Pode.

Mas pode ser, também, que um homem entre na vida dessa mulher e passe a levá-la a restaurantes nos quais nenhuma conta sai por menos de 200 dólares, restaurantes onde ela degustará tintos franceses e trinchará entrecots argentinos. Pode ser que a leve para shows em teatros com poltronas de veludo italiano, que as férias deles se passem do outro lado do mar oceano, que ele a presenteie com gargantilhas do Antônio Bernardo, pode ser que esse homem a convide para um fondue que ele mesmo preparou e que lhe será servido em frente à lareira crepitante, sobre um tapete de palmo e meio de altura, onde as vaidades afundam e os desejos emergem.

Pode ser que esse homem apareça na vida dessa mulher. Aí ela não será uma mulher de arquibancada de futebol. Mulheres de arquibancada ainda não encontraram o homem certo.

Por David Coimbra.
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