Em 2006, eu participava da cobertura do Mundial Interclubes no Japão e, depois da primeira partida do Inter contra um pouco conhecido clube egípcio, partida em que o Inter passou por vastas dificuldades, vencendo no final, com um gol de Luiz Adriano (lembram?), pois bem, terminado esse jogo, aproximei-me de Paulo Paixão e perguntei se ele havia se assustado com o desempenho do time. Sorrindo, que Paulo Paixão sempre sorri, ele jurou que não. E acrescentou:
“Agora melhora. Porque o time já jogou. Jogador tem que jogar. Eu, como preparador físico, quero meus jogadores jogando sempre, quarta e domingo, quarta e domingo. Não tem essa de preservar, não tem essa de tirar o pé”.
Agora, em 2010, o Inter passou meses se preservando e tirando o pé.
Deu no que deu.
O Inter de 2010 foi à falência por motivos semelhantes aos que levaram à falência a Seleção Brasileira de 2010, esta na África, aquele contra um time da África: tanto o Inter quanto a Seleção foram protegidos demais. Guris de apartamento, foi o que foram.
Muita chance de dar errado.
Por David Coimbra
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