quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quero casar com ela...

A partir de hoje, vou escrever aqui no blog, crônicas que se resumem em histórias que acontecem no nosso cotidiano, coisas que talvez já aconteceram comigo ou com outras pessoas, ficções, fantasias... Determinadas situações em que a nossa mente cria, um mundo inexistente, mas que por certo momento parece tão real.

***

Pedro era um cara soberbo, quieto, mas tinha um olhar que às vezes deixava qualquer pessoa constrangida, sem a intenção, é claro, nem ele mesmo percebia esse seu jeito de ver as coisas ou pessoas. O problema disto tudo, muitas vezes era de que cada olhar tinha uma percepção diferente, tanto em objetos, quanto nas pessoas, era possível identificar, ler e entender muito fácil, tudo e todos dentro do seu mundo surreal. Em certas circunstâncias, nem ele mesmo entendia o que se passava, em determinados momentos que ia vivendo diariamente.

O romantismo era a parte que mais lhe deixava frustrado, muitas vezes não entendia direito como poderia imaginar tantas coisas com o sexo oposto em tão pouco tempo, ele sabia que poderia amar muito uma pessoa, mas tinha receios, e sempre era quando começava a gostar de alguém.

Tinha o dom de perceber o além daquela pessoa, ia afundo nas imaginações conturbantes para si... Mas, como era possível imaginar um namoro, um casamento, com uma pessoa que ele mal conversava?

Muitas pessoas são a favor das belezas externas, outras internas, mas ele era a favor dos dois juntos, um tanto exigente, já que hoje em dia seja rara essa “espécie”, para ambos os sexos.

Só que a vida é cheia de surpresas, por onde andasse iria com a sua mente imaginária, tinha apego rápido a tudo, era um cara que se apaixonava fácil, pudesse ser por um lado, do tipo positivo ou negativo, mas era acima de tudo, uma verdadeira expressão do coração.

Seus amigos valorizavam muito esse seu jeito, pois ele não tinha maldade no coração, era a favor da paz e da igualdade para todos.

Mas Pedro mesmo se cobrava, e muito, era tão certinho em tudo, e o amor que tanto esperava, nunca chegava, sempre tinha algum empecilho, somente com o tempo poderia abstrair a substância elevadora das coisas, enfim, era muito conturbado e se cobrava demais para ter o seu verdadeiro amor, apesar de amar sua vida de solteiro e gozar dos momentos ilusórios do “tesão” humano.

Muitas tarefas diárias lhe perdiam no coração, na mente, a velha procura era insaciável, não desistia fácil, com dificuldades alheias não perdia tempo e ia atrás, se fosse o caso, na próxima esquina.

Mesmo assim, alguns pensamentos lhe perdiam na mente sobre as mulheres... Elas quebraram paradigmas, barreiras, dificuldades e amor, elas amam, adoram amar, amam se amar e amar os outros. Pedro sabe disso, exige isso, é digno desse amor irrelevante, mas ele é merecedor? Quem será merecedor? A fidelidade? O caráter?

São respostas que só ele ou os outros poderam encontrar, e a única maneira será amando!

Rafael Wenzel Carvalho - 22/12/2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário